Luiz Carlos Ruas, conhecido como Índio. Foto: Reprodução

O Homem Qualquer Golpista e o ideal de cidade limpa de Dória

Topograficamente, o local onde o ambulante Luiz Carlos Ruas, 54 anos, foi assassinado por dois homens é um território que a cidade quis atravessar e não parar. Não é à toa que no entorno da estação D. Pedro II encontram-se várias populações negadas pela sociedade: pessoas em situação de rua, ambulantes, prostitutas, dependentes químicos e travestis. Dória, que chegou a chamar a população em situação de rua de “indigentes” durante sua campanha, disse que iria tirar todos camelôs das ruas de São Paulo e colocá-los em shoppings.


Mirante 9 de Julho fica embaixo do Viaduto Professor Bernardino Tranchesi e sobre o túnel da avenida Nove de Julho. Foto: AG

Mirante 9 de Julho: exploração privada do espaço público

Por menos de R$ 170 mil por mês, consórcio encabeçado pelo empresário Facundo Guerra foi autorizado pela prefeitura de São Paulo a explorar comercialmente uma área pública da cidade. Espaço fica em um quarteirão da avenida Paulista, uma das áreas com o metro quadrado comercial mais caro da capital. Pessoas em situação de rua que ocupavam a área foram removidas


protesto povo de rua

Empresários de SP vão a arcebispo criticar demora em reintegração de posse

Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, foi procurado, entre outros, por empresário do Grupo Comolatti e pelo subprefeito da Mooca: argumento é que interferência da igreja tem atrapalhado negócios na região. Mesmo com notícias de mortes de pessoas em situação de rua por causa do frio, prefeitura de São Paulo se prepara para reintegrar ocupações autônomas em áreas da sub-Mooca


Simone e Derick

“Nunca imaginei que um dia eu fosse viver na rua”

Simonekelly da Silva viveu na rua por cinco anos. Hoje, morando numa ocupa autônoma na capital paulista, transforma a experiência pessoal em luta coletiva ombro a ombro com as pessoas que têm nas calçadas, praças e baixos de viaduto seu espaço de existência


Cena cotidiana de apreensões ilegais de objetos de pessoas em situação de rua. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Morar na rua: refazer a vida a cada três dias

A cada dois ou três dias, quem vive na rua pode ter seus pertences roubados, furtados ou, ainda, apreendidos pelo poder público. Na capital paulista, a Defensoria Pública decidiu intervir para evitar violações contra a população em situação de rua cometidas por agentes da prefeitura


Frase escrita em uma das portas da ocupa São Martinho, no Belém. Foto: AG

“O viaduto virou quilombo”

“Nem direita, nem esquerda: a opressão é de cima pra baixo”. Conheça a luta da população em situação de rua e de trabalhadoras e trabalhadores sociais na construção de espaços autônomos sob viadutos da capital paulista